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sábado, outubro 24

Por (outras) palavras

A Vida já me ensinou de diversas formas e em diversos momentos a dar-lhe valor. Ensinou-me. Eu podia não ter aprendido. Mas acho que aprendi. De uma forma ou de outra, com mais ou menos tempestividade, aprendi a dar valor a tudo o que a vida me dá, me reserva ou me tira. Aprendi sobretudo a valorizar a sua própria existência. Saber que todos os momentos são importantes e que nenhum, nem nada, é garantido.
Sempre tive a capacidade de ser feliz com pouco, mas julgo que os anos me tornaram exímia nessa arte. Talvez por isso me seja cada vez mais fácil sorrir.

Por lhe dar valor, muito a respeitar e saber que Ela pode sempre mudar de uma hora para a outra ou trocar-nos as voltas e fazer-nos girar num agradável carrossel ou na assustadora espiral de um tornado, com o passar dos anos aprendi a não adiar as coisas pequenas, aquelas que nada custam e que fazem toda a diferença. Como não dar muito espaço aos pequenos conflitos da vida e a dizer às pessoas de quem gosto o quanto gosto delas.

É por isso que todos os dias, pelo menos uma vez, sempre ao deitar, digo à M. que a amo. Eu sei que ela sabe. Mas, quem não conhece as diferenças entre saber e ouvir?

Gosto de acreditar que há sempre um amanhã.
Mas gosto de não esquecer que pode sempre não haver.

12 comentários:

  1. o ter a certeza que poderá não haver um amanhã leva-nos a sentir as coisas com mais intensidade, e a dizê-las quando sentimos que temos oportunidade, eu digo todos os dias aos meus bichinhos que são o meu mundo e que sem eles nenhum sacrifício valeria a pena

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  2. tu não fazes isso com a tua M.?

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  3. ó minha taralhoca! mas tu leste o que escrevi????

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  4. li, mas como me apetecia escrever qualquer coisa escrevi aquilo, e como tenho saudades dos meus bichinhos fiquei um bocadinho taralhoca

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  5. Gosto muito de ti, querida M. Porque sim e porque é importante que saibas, hoje.

    Um beijo, saudades.

    S

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  6. Querida S.
    Nem sei explicar por que é sempre tão bom ver-te e ouvi-te. Há coisas assim! E ainda bem.

    Obrigada pela tua sensibilidade e pelas tuas palavras. É bom ouvir.

    Devo confessar-te que não tenho comentado os teus blogs, sobretudo o MA, que amo de paixão, porque há muito me venho sentindo como aquelas meninas secas da escola, que assim que a prof faz uma pergunta põe logo o dedo no ar para responder. Só por isso, para não enjoares, não tenho aparecido. Mas estou sempre por lá, como sabes. Aliás, no outro dia, no post do Queres? até tinha escrito um comentário, mas a net foi-se abaixo no momento em que ia enviar e perdeu-se. Depois já não tentei novamente.
    Bem, hoje foi outra vez um discurso. Mas aproveitei que estou em minha casa para não saturar os teus leitores com explicações.

    Já tinha saudades. Beijo muito grande!
    P.S. parabéns pelos U2

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  7. ... porque acima de tudo são eles que nos fazem sorrir, nos dão forças para continuar MAIS um dia!

    Beijocas aromáticas***

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  8. Ohhhhhhhhhhhhhhhh não! Não deixes de aparecer... :( fico triste e sinto sempre saudades de quem fica, nem que seja um dia, sem mandar um beijinho. Mimada, eu sei que sou, mas as pessoas que me querem bem, mesmo sem me conhecerem fazem-me falta, acreditas? E tu, também por essas razões que não sei bem explicar, és parte dos meus blogs, daquele bocadinho da minha vida. Quando não apareces por lá eu estranho. Acreditas? É mesmo verdade.

    Hoje fui eu a escrever um discurso, na tua casa, linda e luminosa, como tu.

    Beijos, saudades e luz.

    S.

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  9. Identifico-me tanto... mas tanto tanto com este texto!!! Às vezes dizem-me que sou muito pessimista porque penso muito na morte... mas é mentira :) Eu penso é mesmo na vida e em como fazer dela a coisa mais bonita para mim, para os outros... e ui... para ela... que passou a ser uma verdadeira fonte de vida nova... todos os dias... todos os minutos... todos os segundos!!
    Nada é garantido... NADA... apenas o amor que sentimos todos os dias e que trasmitimos! Esse sim... fica para SEMPRE.

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  10. S, querida.
    Compreendo-te bem. Também sou uma mimada. Por lá estou SEMPRE, mas prometo que vou comentar.
    Aliás, se queres que te diga, escusavas de ter feito esta moça começar o Domingo a chorar que nem uma Madalena (felizemente conheço uma que é um sorriso só!). Então aquilo é post que se faça?... E logo eu que ontem estava na onda do não deixes para amanhã o que desejas fazer hoje... Pronto, vou ali gastar os meus Kleenex da Renova todos (amei esta!) e já volto. =)
    Beijo grande, querida.
    M.

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  11. Rita. é exactamente esse o sentido. Aliás, eu costumo dizer que a morte é um apelo para a Vida.
    Beijo muito grande!

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O teu raio de sol...

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